Eu ganhei um livro sobre a metodologia e técnica da Royal
Ballet School.
Me identificava muito com a bailarina da capa. Na verdade,
ela era muito parecida comigo mesmo!
Eu vi o livro pela primeira vez em uma aula da Maria Clara Salles, minha professora de ballet. Fiquei encantada. Era exatamente o que eu queria ser.
Aquela imagem da menina foi uma referência para mim durante boa parte da minha infância.
Eu vi o livro pela primeira vez em uma aula da Maria Clara Salles, minha professora de ballet. Fiquei encantada. Era exatamente o que eu queria ser.
Aquela imagem da menina foi uma referência para mim durante boa parte da minha infância.
A Foto da Mulher-Menina-Maravilha

E em 1.981 eu já estava vestida como uma super-heroína e não como princesa, muito antes das discussões sobre o lugar da mulher na sociedade. Acho isso forte e simbólico. E já mostra um pulso natural por autonomia e coragem. Uma vontade mais de salvar do que ser salva.
Não que eu tenha conseguido manter isso ao longo da vida.
Na verdade, acho que perdi o fio em algum momento, mas depois o recuperei.
E agora estou na fase de “matar monstros” e “cortar algumas cabeças”, para seguir a vida.
O Carrossel
Ganhei o carrossel ainda criança.
Foi numa viagem que fiz com meus pais, quando eu tinha 7 anos. Compramos o carrossel na Espanha, na França, não me lembro. Só sei que para mim era a coisa mais maravilhosa do mundo. Eu era muito encantada com ele!
Foi numa viagem que fiz com meus pais, quando eu tinha 7 anos. Compramos o carrossel na Espanha, na França, não me lembro. Só sei que para mim era a coisa mais maravilhosa do mundo. Eu era muito encantada com ele!
Eu ficava muito tempo olhando-o enquanto ele girava
lentamente com seus quatro cavalinhos e tocava “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky.
Mas o que eu não tinha consciência era sobre as cores dele e
o impacto que elas teriam em mim.
Os anos se passaram e o carrossel foi parar no alto do
armário. Cresci. Me mudei. E no meu apartamento novo mandei pintar cada cômodo
de uma cor. Verde limão, rosa pink, amarelo, azul, roxo... tudo da minha cabeça
e meu pai criticando, dizendo que eu ia me enjoar de tanta cor. (moro em meu
apartamento há 10 anos e não me enjoei, acho maravilhoso! Por mim eu coloria o
mundo todo assim!)
Um belo dia me lembro do pequeno carrossel. Sinto saudade.
Vou até a casa dos meus pais. Procuro. O encontro no alto de um armário. Pego. Olho
bem para ele. E a minha surpresa foi constatar que pintei meu apartamento com
as cores do carrossel!
Não preciso dizer mais nada.
8 de março, Dia Internacional da Mulher - 2019
Fundamentos do Ensino da Arte e Laboratório de Licenciatura

Nenhum comentário:
Postar um comentário